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Os encantos do Geoparque Seridó, no sertão do Rio Grande do Norte


Geoparques são áreas naturais reconhecidas pela UNESCO pela importância científica, cultural, paisagística, geológica, arqueológica, paleontológica e histórica. No mundo todo, os geoparques são destinos turísticos que preservam o meio ambiente e envolvem toda a comunidade na experiência dos visitantes.

No semiárido do Rio Grande do Norte, a região do Seridó busca este reconhecimento mundial, mas já oferece aos turistas experiências repletas de história, tradições e paisagens deslumbrantes. A área, de 2.800 quilômetros quadrados, é composta por várias trilhas, açudes, cânions e sabores tradicionais da região. 


A indicação para ser incluído como um Geoparque mundial pela UNESCO ocorreu em dezembro de 2021. O próximo passo para que o Geoparque Seridó entre no grupo é o endosso do resultado por parte do Conselho Executivo da UNESCO, que deverá acontecer em abril de 2022.


É uma região onde é possível encontrar vestígios de moradores milenares, formações rochosas dos primórdios do planeta e uma biodiversidade única. Há roteiros que incluem refeições e hospedagens em pousadas familiares, interagindo e vivenciando o dia-a-dia de quem mora na região.




Roteiros especializados


Para conhecer a região é recomendável contar com guias especializados e autorizados a trabalharem roteiros nos geoparques, pois a preservação ambiental e integração cultural são fundamentos para o reconhecimento pela UNESCO.

Janaína Medeiros, facilitadora da Vivalá - Turismo Sustentável no Brasil na região, destaca que “o Geoparque Seridó tem um povo hospitaleiro, junto a um excepcional patrimônio cultural, geológico e histórico. São essas experiências que fazem com que as pessoas possam se sensibilizar cada vez mais na necessidade de preservação e conservação do nosso meio ambiente, fazendo com que o viajante se sinta parte do local visitado”.


Criada em 2015, a Vivalá surgiu 
como um negócio social e a missão de ressignificar as relações das pessoas com o Brasil através do turismo sustentável. A organização é especializada em expedições em unidades de conservação com profunda interação com a natureza e imersão nas comunidades tradicionais locais em programas de turismo de base comunitária e voluntariado. 





Integração


Com 9 prêmios nacionais e internacionais, a Vivalá conta com roteiros de duração entre 5 e 8 dias, a partir da capital do RN, Natal. Com o acompanhamento de um facilitador Vivalá e um guia da região, os viajantes seguem da capital para os municípios de Currais Novos, Acari, Carnaúba dos Dantas, Parelhas, Lagoa Nova e Cerro Corá.


Além das atrações naturais, com paisagens deslumbrantes, açudes, trilhas e um pôr do sol mais lindo do que o outro, os turistas podem se alimentar da deliciosa da culinária local e degustar doces típicos da região, além de assistirem a uma apresentação de literatura de cordel com a Aninha do Totoró e ao teatro de bonecos no Solar das Artes.


Oficina de esculturas em lápis, com Adriano Campelo, de pinturas rupestres e de macramê, aula de Kung Fu para iniciantes, noite de forró, meditação no pôr do Sol no Portal do Universo e jantar com fogueira são algumas das outras atrações que os turistas podem aproveitar. 
O roteiro também inclui opções de alimentação para vegetarianos e veganos. Durante a noite, ao invés de redes de hotéis comuns, o descanso é em pousadas dirigidas por pessoas que fazem parte da comunidade local. 


“As Expedições de Turismo Sustentável da Vivalá permitem nossos viajantes a conhecerem um Brasil real, profundo, rico, extremamente interessante, que na maioria das vezes, não aparece na grande mídia, mas é cheio de cultura, belezas naturais, pessoas incríveis com saberes ancestrais e modos de vida tradicionais que devem ser respeitados e preservados. Se você quer conhecer o sertão de verdade, vá ao Geoparque Seridó, você ficará maravilhado”, explica Daniel Cabrera, diretor executivo e cofundador da Vivalá.